Fazendo Mais Missão

Pastoral de 27/10/2019

"Fazendo Mais Missão" é o tema de nossa Conferência Missionária que se encerra neste dia. Durante vários meses o Ministério de Missões preparou carinhosamente este evento, visando a trazer nossa consciência sempre despertada para o "Ide" de Jesus. 

Nunca é demais lembrar as palavras do Salvador, ressurreto, dirigidas à sua Igreja: "Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra. Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até a consumação do século" (Mateus 28.18-20). 

A Missão é realizada sob a autoridade do Senhor Jesus. Não anunciamos o Evangelho por livre recreação, por auto-deliberação, mas por uma demanda que procede do Trono de Deus, cuja autoridade foi confiada a Cristo. 

O conceito de autoridade é fundamental no exercício da obra missionária, não podemos fazer missão por uma percepção interior, por algum sentimento que se origina dentro de nós; se isto vier a suceder, tornamo-nos reféns de nosso instável coração, do qual se diz: "Enganoso é o coração, mais que todas as coisas, e desesperadamente corrupto, que o conhecerá?" (Jeremias 17.9). 

Jesus incumbiu os apóstolos de fazer discípulos debaixo de sua autoridade celestial. Era neste princípio que os modestos pescadores da sofrida Galiléia saíram mundo afora, difundindo o Evangelho da Graça. Fossem depender de seus estímulos interiores e a mensagem do Mestre teria ficado retida na primeira curva. 

O mesmo sucede conosco hoje, só podemos sair a campo debaixo do comissionamento divino, assistidos pelo seu comando e conscientes de que "não é por força nem por violência, mas pelo Espírito do Senhor" (Zacarias 4.6) que a missão é realizada. Trata-se de um primeiro e fundamental estímulo a motivar nosso dever evangelizar todas as nações. 

Outro aspecto motivacional advém da compreensão exata daquilo que é o nosso mister. Deus não nos comissionou para plantar novas igrejas, mais próximas ou mais distantes, nem para promover congressos e conferências missionárias, tampouco, fomos chamados para publicação de literatura e materiais correlatos, e a lista do que não exprime nossa missão é bastante extensa. 

Jesus nos convocou para "fazer discípulos", ao modelo que ele mesmo demonstrou; Jesus foi o discipulador-mor, e incumbiu-nos a todos de dar sequência ao seu trabalho. 

Agora, o como fazemos discípulos nos faz retomar o rol mencionado, para reconhecer as múltiplas formas de realizar o discipulado. Nossa missão não é plantar igrejas, mas plantar igrejas é método para a realização do discipulado, afinal, os que forem discipulados deverão congregar e crescer juntos na fé em Cristo. O mesmo se pode dizer acerca de congressos, conferências, literatura, tudo se presta a meios que visam ao alvo do discipulado. 

Outro ponto motivador que podemos ressaltar da Grande Comissão diz respeito ao amplo espectro de nossa ação. Ao introduzir a expressão "nações" (etnê, gr.), Jesus abriu um horizonte de amplitude inimaginável. "Nações    " não se resume à distribuição dos países do mapa-mundi, mas se estende por uma gama interminável de segmentos que precisam ser alcançados com o Evangelho da Salvação. 

Quando um grupo vocal vai a hospitais para realizar um ministério chamado "Música que cura!", uma nação está sendo atingida; o mesmo sucede, quando outro Ministério vai às ruas tarde da noite levar pão, cobertor e Bíblia aos que estão em situação de risco; é o que acontece com os programas sociais, de ensino, de artes, seu propósito é a missão, de tal sorte que nada no seio da Igreja fica excluído deste labor. Tudo nos leva a estar fazendo mais missão. 

Rev. Juarez Marcondes Filho